Ecologia e Direitos Humanos (2)

Dermi Azevedo – Editor e Jornalista Responsável

As Reflexões e os debates sobre a violência, hoje em dia, tendem a dar um destaque especial á relação entre o conceito de “casa comum” a violência e a luta por um meio ambiente saudável. Analisaremos hoje, de forma introdutória, as palavras chaves utilizadas pelo papa Francisco, em sua Carta Encíclica Laudato Sí sobre o cuidado da casa comum. Veremos que todo esse descuido gera a destruição progressiva do ser humano.

Casa Comum

O ser humano usa essa casa de forma irresponsável e abusiva. Pensa que é seu dono e dominador. A violência contra essa casa pode ser vista nas doenças do solo, da água, do ar, e dos seres vivos os mais atingidos são os pobres e os abandonados; a terra é oprimida e devastada; os homens e as mulheres esquecem que são parte da terra.

Crise Dramática

A atividade descontrolada do ser humano gera uma “crise dramática”. O homem e a mulher podem ser vitimas desta degradação. Lembra que a ONU adverte para o risco de uma catástrofe ecológica com a explosão da civilização industrial. Adverte que os grandes progressos científicos podem ser destruídos se não forem acompanhados por um progresso social e moral. Recorre a João Paulo II que denuncia projetos que servem apenas para fortalecer a sociedade de consumo. O meio ambiente é rapidamente devastado.

Coisa ou Sujeito?

Já Bento XVI diz que o ambiente moral também está doente; isto se deve à ideia de que a liberdade humana não tem limites. A sociedade do ter faz do ser humano uma coisa e a sociedade do ser busca considerá-lo como um objeto. Os camponeses do sul do Pará massacrados recentemente foram tratados como coisas ou como pessoas?

Dimensão Ecumênica

No aspecto ecumênico, Francisco apresenta uma síntese do pensamento do patriarca Bartolomeu da comunidade ortodoxa. Ao pedir que o planeta não seja maltratado Bartolomeu aponta a necessidade de cada um de se arrepender diante de sua contribuição pessoal para com esse processo de destruição. As soluções passam pela urgência da compreensão de que cometemos crimes cotidianos contra a natureza.

São Francisco de Assis

O santo de Assis é o exemplo máximo de uma ecologia integral, aberta para uma linguagem além das categorias cientificas e baseadas “na essência do ser humano”. Apela, em seguida, em favor do desenvolvimento sustentável e integral. “O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor”, diz o papa. Acrescenta que a família constitui um elemento central nesse processo e que os jovens exigem uma mudança e sonham com o futuro melhor.

Em casa

As rápidas mudanças na casa comum somam-se à aceleração de ritmos de vida e de trabalho. Essa rápida velocidade não se volta automaticamente para um desenvolvimento humano e sustentável. (continua).